DIONE VEIGA VIEIRA

1954, Porto Alegre/RS.

A artista inicia sua trajetória investigando a disciplina pictórica e, posteriormente, amplia sua experimentação para outros suportes e matérias. Seu trabalho, que já percorreu os diversos formatos, desde a pintura, o desenho, a fotografia, vídeo, instalação e videoinstalação, explora conjunções entre elementos: corpo e objeto simbólico, reunidos pelo estranhamento e assinalados por uma genealogia surrealista, frequentemente presente em sua linguagem visual.
 

No período entre 1989/1992 residiu na Alemanha, onde manteve ateliê na STADTKUNST E.V., Köln.

Realizou exposições na Alemanha, Colômbia e Reino Unido, e inúmeras outras no Brasil.

Possui obras em acervos públicos tais como: MAC-USP - Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, SP; MAC-RS - Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul;  MARGS - Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli; FVCB - Fundação Vera Chaves Barcellos, Viamão, RS, Brasil.

Especializada em Artes Visuais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul e Graduada em Letras, a artista provoca constantemente esse visível interstício entre artes plásticas e a literatura; assim, o aspecto semântico torna-se protagonista na leitura de suas obras.

"A idéia do estranhamento, ou dépaysement, como bem anotou André Breton, é função essencial das operações surrealistas. Dione instala estranhamentos eficazes ao reunir coisas banais e imantá-las de novos significados. As coisas são elas próprias e algo mais. Esse algo brota do inconsciente para costurá-las de sentido. São sensações levíssimas, que guardamos sem saber bem porque, em compartimentos pequenos e quase inacessíveis. A racionalidade nos avisa que não há aí qualquer utilidade prática, mas quem diz que conseguimos descartar essas coisas de nós?" Angélica de Moraes

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