MATÉRIA ENCANTADA
Exposição coletiva apresentando artistas das galerias ArteFASAM e MAMUTE. Com curadoria de Giulia França, a mostra discute o conceito da exploração da materialidade e de como o ato de criar é manipulá-la.
Artistas participantes:Andressa Cantergiani, Anna Paes, Celaine Refosco, Emanuel Monteiro, Erika Dantas, Gabriel Loew, Juliana Hoffmann, Lívia Fontana Lu de PaulaLuciana Petrelli, Luísa Covolan, Sandra Rey, Simone Fontana Reis, Sueli Espicalquis, Wagner Costa, Willian Santos.
Uma pedra é apenas uma pedra, não fosse pela agência do artista em retirá la de seu repouso Poderíamos divagar incessantemente sobre as quase infinitas manifestações em que o artista, munido de matéria e desejo, se desdobra sobre o material e este, por sua vez, lhe responde à altura O que é perguntado às tintas, ao feltro, ao tecido ou às miçangas? E o que lhe replicam os pincéis, o gesso, o papel e os minerais? Escutemos a conversa
A presente mostra coletiva, Matéria Encantada não pretende esgotar as possibilidades de exploração da materialidade, mas fazer ressoar a cadeia de escolhas que criam visualidades absolutamente específicas Formada por uma coletânea de 16 artistas e 30 peças, busca se aqui expandir os vocabulários plásticos que se desdobram em obras, e tensionar como mesmo os suportes de maior tradição no arcabouço das artes respondem segundo sua manipulação
O ímpeto de criar, que perturba não apenas o artista, mas também os meios ressignificados pela poética, entra em estado de colaboração mútua Há aqui uma negociação entre a plasticidade do feltro ou a fluidez do pigmento e a crueza com que os elementos são assumidos Isto se revela na potência dos fios que escorrem sobre o espaço, na delicadeza minuciosa e repetitiva do bordado sobre tecido, nas ranhuras que compõem a imagem sobre gesso ou na composição fotográfica, registro de luz antes solto no mundo. A plasticidade não se encerra nos materiais dissidentes ela reside na maneira como o fazer é encantar e ser
encantado no processo
Giulia França
Curado
CATÁLOGO MATÉRIA ENCANTADA
Período de expositivo:
De 1 de abril a 9 de maio de 2026.
ArteFASAM e MAMUTE Galerias
Rua Brigadeiro Galvão, 990 - Barra Funda - São Paulo - SP - 01151-000
Exposição aberta a visitação até o dia 9 de maio de 2026, das 11h às 17h.
VIAGEM À AURORA DO MUNDO
A exposição individual "Viagem à Aurora do Mundo" marca a estreia institucional de Celaine Refosco no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), em Florianópolis. Curada por Fran Favero e com produção executiva da Galeria Mamute, a mostra reúne uma produção recente e inédita que expressa uma investigação poético-crítica sobre as interdependências entre as formas humanas e os processos naturais.
Estruturada em três salas, a exposição apresenta trinta e duas pinturas sobre tela, nove desenhos em nanquim sobre papel e três instalações. Na sala de entrada, uma parede em tom terracota recebe “Estudos para Rios Voadores” (2024), e, em letras azuis vibrantes, estão o título, o texto curatorial e as informações essenciais. Em posição frontal, “O Que Ainda Sobra” (2021) se contrapõe à instalação “Olhar Através” (2022) — instalação de tule com corpos suspensos em pintura a óleo; a seu lado, nove desenhos em nanquim ampliam a presença dos corpos.
A sala central concentra a série “Rios Voadores — Forças” (2025): um mural de dez pinturas que se estende por nove metros, articulando gestos amplos e fluidos que transitam de tela a tela. A série traduz, em termos visuais, o fenômeno atmosférico dos “rios voadores” — massas de vapor originadas na Amazônia que atravessam a atmosfera e sustentam ecossistemas continentais. Em diálogo com o mural, a obra “Latitude-16.7672, Longitude-39.1424” (2023) convoca memórias históricas e coloniais. Neste mesmo espaço, estão “Subaquáticos” (2026) e a instalação “Estados da Matéria” (2021), um recorte sobre tecido branco translúcido que convida o espectador a circundar formas recortadas e descobrir fragmentos de corpos entrelaçados.
A travessia para a última sala é mediada pela instalação “Paisagem” (2025), onde corpos deitados se superpõem em camadas translúcidas, produzindo efeitos de flutuação e coletividade. Nesse eixo, as pinturas “Chuvarada”, “Chuvisco” e “Cachoeira” (2023) estabelecem variações temáticas e sensoriais que ampliam as preocupações da artista com regimes de água e clima. Na sala final estão “Maré Baixa com Guarás”, “Lua Cheia sobre o Mangue”, “Queda d'Água e Riacho de Seixos”, “Gavirovas e Piavas” (2026) — um grande mural modular. Ali também são exibidas as obras “Sem Título” (2025) e “Paisagens Dúbias” (2025), que consolidam a mostra como uma unidade narrativa e singular.
A exposição dispõe de três acessos, demarcados por paredes pintadas em tom terracota e enunciados informativos que indicam as zonas expositivas. Ela incorpora, também, recursos educativos: perguntas e enunciados reflexivos afixados nas paredes próximas às obras, com a finalidade de estimular a problematização, o diálogo e a apropriação crítica dos conceitos pesquisados pela artista. Niura Borges Fevereiro de 2026
TEXTO CURATORIAL, POR FRAN FAVERO
CATÁLOGO VIAGEM À AURORA DO MUNDO
Período de expositivo:
De 4 de fevereiro a 24 de maio de 2026.
Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), Centro Integrado de Cultura (CIC)
Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600 — Agronômica, Florianópolis - SC,





























